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quarta-feira, 1 de maio de 2024

Membro da ACAL lança seu quarto livro em Campo Grande


Saiba mais sobre a autora. Clique aqui.

TRANCAS E ALDRAVIAS é o meu novo livro que nasceu inspirado em Aldravias que se aproxima da Internet. Eis aqui esse novo gênero poético, poesia minimalista, genuinamente brasileira que nasceu na Universidade de Mariana/MG e se apresenta com construção de até seis palavras-versos. Uma fonte inesgotável onde se usufrui da melhor composição poética de pequena extensão e intensa profundidade. O grande investimento desse novo gênero é no conteúdo metonímico aliado à metáfora em que é possível brincar com a liberdade de expressão.

Por que Aldravias?

Vivemos num novo mundo, o mundo da Internet onde tudo se resume em poucas e breves palavras, daí a importância de se comunicar com poucas palavras seguindo os ideais da Internet. Foi assim que após uma longa caminhada literária em prosa e poesia, me encontrei e me encantei com esse novo gênero literário, almejando que assim, com textos curtos, as pessoas poderão ler mais poesias em Aldravias.

Aldravia vem da palavra “aldrava” que designa aquela peça de ferro presa à porta que era batida para anunciar, chamar as pessoas de dentro da casa.

Profa. Iolete Moreira
Cel. 9 9983 6286

FOTOS DO LANÇAMENTO


Confrade Robaldo esteve no evento.





segunda-feira, 24 de maio de 2021

Pentecostes

Vida e alma entrelaçadas

contagiam acordes e gorjeios

macio vento o tédio corta,

cinquenta dias serenaram

depois de a páscoa passar.


Sol amarelo inquieto

respingam versos na parede,

dúvidas clareiam na manhã...


Divina celebração,

palavra chega devagar

quebra o silêncio do vir a ser,

derrama o Espírito Santo.


É Pentecostes...

Poder da salvação!



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Cadeira nº. 18

Patrono: Hilton Pereira Vargas

terça-feira, 30 de julho de 2019

A BELA CREPÚSCULO

O chão batido da cidade,
calçadas manchadas de talentos
aproximam-se ao relevo retorcido
faiscando o ritual imaginário.

No pontilhar de cada esquina
há ritmo traduzido em versos
pássaros despojados, expelem vaidades
e vestem túnicas de beleza.

Novos horizontes se desenham
enfatizam o novo amanhecer,
é o passo a passo da cidade,
é a busca do vir a ser...
bela Crepúsculo... torrão fértil.

Passarinhos despojados
expelem suas vaidades
rasgam nuvens d’esperança,
sopram a brisa de Norte a Sul.

Figuras e cores se confundem,
versos e reversos se revezam
recortes de nova página
é CREPÚSCULO que ascende para o novo.

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Cadeira nº. 18
Patrono: Hilton Pereira Vargas

CATACRESE

Palavras estreitas e avulsas
nos recortes da história
expressa-se o político
esquecendo-se do verbo.

Paredes se encontram
no desfile de objetos
pernas da cadeira sufocada
no viés da catacrese.

Estreitas em ladeiras
passo a passo se convergem
com dentes de alho e cabeça de alface
completa.

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Cadeira nº. 18
Patrono: Hilton Pereira Vargas

NO SÍTIO

Destacam largas letras
e racham a poesia
matizam hífens e negritos
elegantes folhas amarelas

Mel de abelha trata palavra
Seu amanhecer colhe doçura
tapete vermelho, última ordem
esplêndida cor da chegada.

Perdem as horas que rodeiam
Viva o amanhecer
Café, pão com manteiga
Pássaros dividem a janela.

Dedos postos à face
reaprende conversa macia
praticam verdes veredas
palavras avulsas.

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Cadeira nº. 18
Patrono: Hilton Pereira Vargas

LADEIRAS

No ímpeto da espera
escorrega saudade
brotam lágrimas
na parede escondidas

Espreitam horas a fio
ladeiras adormecem
laços estreitam
desaprende no escuro

Escurece à tarde
há fantasmas ao redor
retendo no aconchego materno
desliza na deleite escuridão

fantasmas arrepiam cortinas
escorre-se de baixo da cama
sonhos e pesadelos brotam
enfeitiçam casa de tábua.

Manuseios e tendões
refletem cores e tendências
tudo se cria do nada
expele perfume da flor.

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Cadeira nº. 18
Patrono: Hilton Pereira Vargas

ÁGUA

Vida fonte de água
água e palavras se confundem
vertem sangue e suor
tudo precisa cuidado
quem ama protege

Para que serve palavra:
vida veículo do amor
palavra constrói vidas
vida constrói palavras
palavra não serve pra nada...

Palavra escuta passarinho
viaja...
atravessa oceano
encontra melodias
vida encanta.

Palavra é luz,
É terra...
é água...
é vida...
é amor...

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Cadeira nº. 18
Patrono: Hilton Pereira Vargas

PRAIA-MAR

Esquenta viagem certeira
cada ponto uma pergunta
laços estranhos estreitam
silvestre beleza patente

Mar amarelo confunde
visão aproxima o tédio
areia recorta anseios
verão requebra molejo

Visitantes e piratas
espalham vaidades e cores,
palavras e gestos ecoam,
turista sempre novo

Chega a hora do melhor:
– camarão ou peixe?
não se fala caviar...
tudo vale a pena
é água, é mar, é sal, é sol...

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Patrono: Hilton Pereira Vargas

RECORTES CONTEMPORÂNEOS

(homenagem a Joaquim Moncks)

Palavras gotejam versos
poesia guarda segredo
vidente é o poema de Moncks
encantam verdes manhãs.

Mate, bebida obrigatória
adoça toda palavra
esquece vida pacata
estreita laços longínquos.

Saudade lhe aperta o peito
longe do chão e querência
embrulha palavras em textos
oferece em rodas estranhas.

Aplausos aos gauchescos
pela joia encontrada,
não há dote sequer que pague
tamanho conhecimento gaudério

Chapéu em cabeça fértil
encaixaverve com cérebro
palavras lapidam estradas
Joaquimalarga caminhos

Tapete vermelho confunde
beleza e sabedoria
oxalá! cabeça desse naipe,
não se esquece jamais.

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Patrono: Hilton Pereira Vargas

CHUVA

Chove chuva,
terra molhada incendeia
cascas de árvores
saudade escorre pelos vãos.

Ver, rever, chorar...
viagem, presente, passado
a máquina do tempo
com fio de lembranças
corre solto na calçada

A cigarra encanta
folhas de árvores dançam
bichos alegres
brincadeira de criança.

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DEUS-SAUDADE

(homenagem a Elen)

Forças patentes se arrastam
é pedra, é ferro, é fogo
potentes montes e rochas
nas largas lembranças.

Sanidade exala saúde
santidade reaprende luz
estreito caminho enobrece
acenam virtude, paz, criação.

Beleza, pura verdade
água, nuvem, vento se completam
obra viva vem à tona
o amor descobre Jesus.

Perdão, cartão de visitas
lapso de tempo contagia,
Instigante o peso da palavra
que pinga gotas de vida na terra

Toda xícara d’ esperança
transborda o caldo da saudade
lágrimas e oceano se confundem
é o milagre da criação.

Antecederam anjos e arcanjos
espalhando o porvir
Pai, todo poderoso
é amor no silêncio da flor.

Caminha na ladeira
reaprende lembranças,
pedaços de amor repartido
derretem pedras do caminho

Pérolas revertem portais
despedem-se lágrimas e escuridão
voz vidente baila com letras
doce Palavra! Deus – saudade!

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Patrono: Hilton Pereira Vargas

VOZ QUE SE PERDE

Noite estreita se revela
em cada sono perdido
aguça a vontade de falar
falha a fala de repente

Que sufoco!
surge estranheza,
são palavras apertadas ao vento
investidas horas se repetem
rouca voz silencia.

Alternativas apontam
força e reforça a esperança
palavras molhadas desenrolam
atravessam vaidades alheias.

Repouso, quinta-feira! recomenda:
descanse, é feriado de chuva,
esqueça o tempo perdido
durma até domingo azul.

Verde manhã aparente
pingam fios adormecidos,
bailam as horas no sereno
quebra voz arranhada que passara.

Corre gente, corre o tempo
todos riscam horas de trabalho
reacende o humor à vida
que vivifica cada dia.

Sonhos e versos recortados
ostentam o novo verão
ouça o canto da gaivota!
alçando voo molhado de saudade.

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Patrono: Hilton Pereira Vargas

PALAVRAS AO VENTO

Ventos são palavras
sílabas e versos se convergem
tira o chapéu à saudade
esconde-se na poesia.

A poeira da palavra
esconde lembranças
atravessa paredes
e traduz o silêncio.

Atrás da porta
orelhas em pé
perguntas e respostas...
palavras soltas ao vento.

Folhas na parede
música a bordo
desenham pedaços de perguntas
esperam o porvir.

Lei eleitoral
quesitos e questões
campanha corre solta
esqueceram-sedo verbo.

Cachoeira arrisca potência
pedras do imaginário,
no topo arquiteta esperança
malha fina delira na receita.

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Patrono: Hilton Pereira Vargas

ESCRITO NAS ESTRELAS

A nova ortografia alça voos
baila entre as letras
passeia cada página
renova lembranças
relembra muralhas.

O velho relógio encurta’s horas
com licença poética,
sacode passado e presente
tirando poeira do tempo
risca o verde verão.

A língua está em festa
comemora dia a dia
pintando cor à cidade
desagrados suspensos no ar...
despojados são os eloquentes.

Versos viandantes
nas páginas de cada estrada
passos que passaram
novas letras chegaram
peneirando a gramática.

O trema sucumbido
deu a outro o seu lugar
nada é insubstituível
o que chega é sempre novo.
A palavra agradece.

Tudo discutido e aprovado
substantivos, adjetivos, pronomes,
advérbios, preposições ,conjunções;
expulso o hífen pela maioria
salvando-se as exceções.

O hífen todo poderoso
salva-se em alguns prefixos
são os pequenos consagrados:
pré, pró e pós que
ganham defesa e aplauso.

Mantidos sem obstáculos
os grampos vereditos
protegidos na Lei:
além.aquém,recém
cortejando o nosso português.

Os destemidos hiatos
abraçam-se aos diferenciais,
apelam aos facultativos
e tiram o chapéu aos ditongos.

Angola,Brasil, Cabo Verde,
Guiné–Bissau,Moçambique, Portugal,
São Tomé e Príncipe em Lisboa:
acordo ousado e aplaudido,
abraçam-se com sorriso ortográfico.

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Patrono: Hilton Pereira Vargas

NA PAREDE

Poesia dependura palavras
metamorfose suspensa na parede,
atravessam o olhar do avesso
atropelando a metonímia do verso.

O olhar de cada metáfora
faz soar a música do tempo
escorrega o acorde lusitano de Naveira
ao seu divino “sangue português”.

Na esteira do luar
gotejam pingos de alegria
“passa boi passa boiada”
ninguém vê a travessia.

Joaquim Moncks protesta:
“confessionário íntimo”,
colhe pedaços de palavras,
burila caldo de saudade
lapidando versos.

Carpinejar recomenda
o avesso do verso,
estranhamento é preciso,
carpindo de repente
a magia da palavra.

Todo leite derramado
sacode a poeira do orvalho
desenha letras em linhas tortas
retira pedaços perdidos.

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ESPELHO

Espelho, espelho meu...
é o Brasil rico, pedras e pedreiras,
mas tem dilúvio no caminho
que atravanca:vai devagar, é Cachoeira.

Não importa “Dilúvio” ou vendaval
seja qual for o espanto,
só não se deve patetear
com “Cachoeira” no quintal.

A “ arte do encontro e desencontro”
de Vinícius é fundamental
sem esquecer-se de Quintana
“– eles passarão, eu passarim”.

Lágrimas das estrelas
pingam no pantanal
animais e natureza gritam:
salvem a terra de Manoel de Barros

Esbeltos são o tuiuiú e arara azul,
Jaguatirica bailam por entre as matas
Jacarés saem dos pântanos e,
esparramam-se no vibrante sol
clamam ao homem: preserve !
– preserve a Vida.

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QUAL SENTIMENTO? QUAL EMOÇÃO?

Emoção chega pronta
Não se pode alterar,
devagar é o sentimento
enriquece coração.
No silêncio da manhã
cada um no seu papel
sentimento verso velado
rende renda de emoção

Vida veloz serpenteia
busca o próprio caminho,
proteger o sentimento
é sinal obrigatório.

Quero um punhado de estrelas
que brilhem sem parar.
tem bolhas de sabão
na figueira da esquina.

SOL AMARELO
Caracol escreve lembranças,
anela, alonga e aquece
desacelera o passo, curva em nó
desvenda sua cor.

Amarelo é o meio dia,
hora de Billkis- Rainha de Sabá.
desimportante as estrelas,
a lua, é o que importa,
anoitece paredes
escorre leite na manhã

Nada reescreve o amanhecer
o sol ofusca vento quebrado
com massas modeladas
planta palavras na areia e
segue serpenteando...

Palavras com letras de vidro
tira um pedaço de espelho
escolhe, qual papel diferente
com cheiro de terra molhada
que vai riscar.

Girassol com amor amarelo
esquece as pedras do caminho,
corre o tempo contra o dia
desenha cada vida, cada história.

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O ROSTO

Na sonoridade da esperança
sente vozes de longe
o espelho da bondade
reflete na ladeira.

Qual rosto pode ser...
com semblante emaranhado?
o tempo não falha,
nada fica esquecido.

Rosto carrega sonhos
preparar é preciso,
é a fé que enobrece
amolecendo o coração.

Pulo de um lado,
viro do outro
não me perco
busco tua face.

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Patrono: Hilton Pereira Vargas

SETEMBRO

Paisagens delirantes
sacodem suas matas
beijam o vento, escorrem no poente,
Imploram: preservem os recantos.

Flor, flora, natureza,
tudo impecável e divino...
Bíblia entrelaça a primavera
milagre da redenção.

Azul, vermelho, amarelo,
colorida é a nova estação,
abrem portas e janelas
anjos e arcanjos se deleitam.

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Patrono: Hilton Pereira Vargas

NO REINO DAS PALAVRAS

Quebra-se o silêncio
no reino das palavras
são poemas esperando
a contemplação das letras.

A toada de Drummond
vale pelo amor,
tudo se esquece
o amor supera palavras...

Vinícius vasculha o mundo
abandona religião e misticismo
canta tanto amor e felicidade,
reitera: “beleza é fundamental”

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