quinta-feira, 25 de julho de 2024

Alma de poeta

Por Helena Pereira

Há na alma do poeta encantamento

Donde surgem palavras em movimento

Em cada verso, um abraço, uma melodia

Traz toda a emoção que a poesia cria


Magia pura, um encanto de poder

Tudo o que toca faz florescer

E a dor que se esconde e cala

A poesia acolhe e a alma embala


Em cada verso, o bálsamo sutil

Cura as feridas, transforma o hostil

Escrita por sentimentos profundos

Desenha no papel sonhos e mundos


O poeta e sua arte, sabe bem

A cura que cada poema vem

Verso que consola e liberta

Escrita da alma que a vida reinventa


No papel, a emoção é guardada

A magia da poesia nunca esquecida

Quem escreve com amor e com verdade

Dá ao mundo um tiquinho de felicidade


(25/07/2024 — Dia Nacional do Escritor)


Conhecer Helena Pereira

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Membro da ACAL lança seu quarto livro em Campo Grande


Saiba mais sobre a autora. Clique aqui.

TRANCAS E ALDRAVIAS é o meu novo livro que nasceu inspirado em Aldravias que se aproxima da Internet. Eis aqui esse novo gênero poético, poesia minimalista, genuinamente brasileira que nasceu na Universidade de Mariana/MG e se apresenta com construção de até seis palavras-versos. Uma fonte inesgotável onde se usufrui da melhor composição poética de pequena extensão e intensa profundidade. O grande investimento desse novo gênero é no conteúdo metonímico aliado à metáfora em que é possível brincar com a liberdade de expressão.

Por que Aldravias?

Vivemos num novo mundo, o mundo da Internet onde tudo se resume em poucas e breves palavras, daí a importância de se comunicar com poucas palavras seguindo os ideais da Internet. Foi assim que após uma longa caminhada literária em prosa e poesia, me encontrei e me encantei com esse novo gênero literário, almejando que assim, com textos curtos, as pessoas poderão ler mais poesias em Aldravias.

Aldravia vem da palavra “aldrava” que designa aquela peça de ferro presa à porta que era batida para anunciar, chamar as pessoas de dentro da casa.

Profa. Iolete Moreira
Cel. 9 9983 6286

FOTOS DO LANÇAMENTO


Confrade Robaldo esteve no evento.





segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Paralaxe

Por Rogério Fernandes Lemes


O poeta colide com o tempo
Cruza os céus
E entre uma nuvem e outra
Abraça a dádiva da vida
Com todas as suas forças.
A poesia é rota de colisão
Aos despercebidos do tempo
Aos aprimorados em instantes perfeitos
Inconformados com a falta de fé
São tomados pela rítmica
E infinita sucessão de erros e acertos
Tentativas e determinâncias
Efusivos que fazem dela, a poiesis,
O processo mais criativo
Mais estrondoso a fundir-se
Com o tempo que não espera,
Não perdoa, não volta atrás...
O poeta sabe disso
E mesmo assim, paralaxia
Novas palavras, novos signos
Novos sons...
Poesia em tudo,
Para todo o sempre.

______

Ir para a página de Rogério Fernandes Lemes
Cadeira nº. 1
Patrono: Antônio Delgado Martinez

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Rogério Fernandes lança livro infantil na III FELIT-MS


Dentro da programação da  III Feira da Literatura de Mato Grosso do Sul (FELIT-MS), que acontecerá no Shopping Avenida Center, em Dourados nos dias 8, 9 e 10 de novembro de 2023, o presidente da ACAL lançará na quinta-feira, ( 9) às 15h30 e às 20h, seu terceiro livro infantil da série As Aventuras de Nicolas.


SAI NA IMPRENSA



quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Sinapses da infância


O menino saiu pelo campo

Logo depois da chuva

Amava sentir a refrescância na sola dos pés

Ao pisar a grama molhada.

 

Seus olhos atentos à superfície do chão

Em busca das tenras e inigualáveis guaviras

Que explodiam no céu da sua boca

Em um misto de vislumbre e sinestesia

Do mais verdadeiro paraíso.

 

Ao percorrer toda a extensão

Sempre colidia com a casinha de palha

Sustentada por varotes de cambará

“Lenha de bugre”, sempre ouviam lhe dizer

Mas não entendia o que significava.

 

Queria adentrar ao casebre à beira do brejo

Impregnado com o cheiro da fumaça constante

Do crepitar do cambará partindo em brasas

Ansiava pelo evento que mais iguala os seres vivos:

O alimentar-se cotidianamente.

 

A iguaria era simples: mandioca cozida

Imersa em graxa quente

Assim vislumbrava o ente devorar seu café da manhã

Totalmente envolto em icônica existência.

 

O menino sempre que saia pelo campo

Logo depois da chuva, com os pés molhados

E o gosto ainda intenso, da última guavira,

Se deparava com a casinha de palha, à beira do brejo

A observar o alimentar-se do ente

Que rangia os dentes, totalmente imerso

E envolto em sua icônica existência.

terça-feira, 31 de outubro de 2023

domingo, 29 de outubro de 2023

29 de Outubro - Dia Nacional do Livro


A Academia Amambaiense de Letras parabeniza aos autores amambaienses por suas produções literárias, em especial, à Biblio Editora pelo belíssimo trabalho e parceria em publicar nossos autores.