segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Ler é se alimentar de sonhos

 Por Helena Pereira


Ler é mastigar nuvens
Num café de alvorada
É beber do imaginário
E da alma encantada

É colher letras maduras
No pomar de um velho livro
Saboreando as páginas
Igual pão quente e vivo

É viajar sem estrada
Sem bagagem, sem demora
É embarcar no parágrafo
E pousar noutra aurora

É ver o mundo com outros olhos
Que brilham mais que razão
E abrigar o universo
Juntinho do coração

É ver que não está sozinho
Conhecer reis, fadas e mendigos
Faz sempre um novo amiguinho
E sonha acordado com os antigos

É fazer banquete de silêncios
Regado a riso e mistério
Achar linda a liberdade
Ter a chave de todo império


Conhecer Helena Pereira

quinta-feira, 13 de março de 2025

Lançamento da Coletânea 50 Vozes Poéticas do Brasil - Volume 8


O lançamento oficial da Coletânea 50 Vozes Poéticas do Brasil - Volume 8 acontecerá no sábado, dia 22 de março de 2025 na Academia Douradense de Letras (ADL), em Dourados-MS a partir das 19 horas.

Para o organizador da obra, Rogério Fernandes Lemes, trata-se de uma exelente oportunidade para autores de todo o Brasil divulgarem suas produções literárias.

Da ACAL (Academia Amambaiense de Letras) participam os acadêmicos Rogério Fernandes Lemes e Edirley Viana Vieira, mais a professora Dra. Janete Rosa da Fonseca, Membro Correspondente por Aquidauana e as autoras amambaienses Helena Kolle e Helena Pereira.

LOCAL: Academia Douradense de Letras no PARQUE DOS IPÊS - Rua: João Cândido da Câmara, no Jardim Central em Dourados-MS.

Mensagens Instantâneas e o fio do bigode...

Por *Christian Pissini

Fonte: https://t2.tudocdn.net/232981?w=824&h=494

Os aplicativos de mensagens instantâneas têm evoluído a cada dia, e deixado a vida, principalmente a corporativa, “mais fácil” ao ponto de vista de agilizar reuniões e conversas urgentes.

Sem dúvida, o ZapZap, como foi apelidado em nosso criativo país se tornou uma ferramenta de trabalho e até diversão para todas as idades.

Mas como tudo que é moderno e surpreende a nós os mais “antigos”, as mensagens instantâneas estão acabando com coisas que fazem muita falta na sociedade, tais como: caráter, firmeza, responsabilidade, e muitas outras.

As pessoas estão fugindo de assuntos sérios, de conversas difíceis, que exigem postura e firmeza, mandando simplesmente uma mensagem no tal aplicativo.

Ah!! Se fosse na época dos meus avós certamente muita gente estaria sendo chamada de “frouxo”.

Cadê o fio do bigode? Que em épocas atrás representava a seriedade de uma pessoa, negócios eram feitos apenas na confiança, hoje o famoso “roer a corda” está mais fácil, basta mandar uma mensagem.

Estariam as pessoas ficando sem caráter? Pensando que pode fazer o que quiser graças ao aplicativo, pois é mais fácil mandar mensagem do que olhar nos olhos?

O olho no olho que tanto representou uma conversa firme, acabou?

Pode-se dizer o que quiser via aplicativo? Amanhã a pessoa apaga a conversa e esquece?

Esquecer após apagar pode até ser uma técnica psicológica que funcione, mas não podemos esquecer que a escrita é eterna. Se não apagar lá ficará!

E para quem acha que posso estar sendo muito radical, darei exemplos, vividos por mim e por pessoas próximas...

Destituição de cargo importante incluindo outras pessoas na decisão, via mensagem instantânea. Talvez um grupo de pessoas sem coragem e sem brio para sustentar essa demissão.

Recusa de convite especial, dispensa do comparecimento através de aplicativo, sem ao menos considerar a amizade ou apreço vindos da outra parte. 

Término de namoro via chamada de vídeo, essa é sensacional, após um período juntos, o namorado liga e fala que não quer mais! Porque não falou enquanto estavam juntos? 

São exemplos que as personalidades ou estão mudando ou estão se expondo, qual a sua opinião?

Mensagens podem mascarar sentimentos, mas, só se escreve aquilo que se sente?

Sempre escrevo sobre acontecimentos atuais, e sobre a sociedade, por isso penso que alguns valores antigos estão se esvaindo, sumindo na areia quando a onda da modernidade passa por eles.

A tecnologia, sempre me encantou, mas ela tem tirado muito da sociedade.

Por isso que vemos hoje a dificuldade no ambiente de grandes líderes, as pessoas estão fugindo de decisões e conversas difíceis e ainda assim possuindo um ego alterado, ou seja, se acham superiores e fogem de conflitos.

Conflitos existem para fortalecer o caráter da pessoa, torna-la forte, ou voltando aos antigos deixam as pessoas com o “couro duro”, “casca dura”, como infelizmente estamos deixando de ter na sociedade.

Aceita-se tudo, de governos, de pessoas, e a vida só melhora? Será?

Quem não tem coragem e firmeza de caráter é também como diriam os antigos: “muro”, aquela pessoa que não toma partido pra lado nenhum.

Penso que essa pessoa já está sendo injusta pelo menos com o lado que está certo.

E mais uma vez voltarei a usar as palavras bíblicas para lembrar que Deus chama essas pessoas de mornas. E alerta em Apocalipse 3:16: “Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.”

Ainda bem que sou quente, e não mandei esse texto por ZapZap, mandei para um jornal de ampla circulação e como quem escreve está sempre pronto para ouvir poucos elogios e muitas críticas, estou pronto, e firmo esta posição com o fio do bigode!

* Membro da Academia Maçônica de Letras de MS, cadeira 21, Patrono Carlos de Castro Brasil

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Cadeira nº. 20:

Patrono: Algacyr Pissini

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Se eu morresse amanhã

Por Helena Pereira


Se eu morresse amanhã, o que restaria?
Um verso de uma poesia perdida?
As cinzas de uma chama que ardia?
As rimas de uma alma ferida!

Os meus passos, memórias distantes?
Lembranças sombrias de quem desviei?
Poucos sorrisos, os sonhos de antes?
Os poucos amores que eu cultivei!

Se eu morresse amanhã, quem saberia?
As lágrimas mudas que em silêncio chorei?
O sorriso tristonho e as noites tão frias?
A sinceridade que eu tanto doei!

A terra acolheria meu pranto?
Os versos da mente que nunca calou?
O medo de expor todo o encanto?
Guardei na memória quem mais me amou!

Se eu morresse amanhã, o que deixaria?
A brisa leve de uma vida só minha?
Uma vida de versos, de fogo e poesia?
História de quem foi sua própria rainha!

Minhas cinzas na vastidão do mundo
Buscam do escuro uma estrela brilhante
Ao partir, deixo o amor mais profundo

Que a morte não silencia um só instante!


Conhecer Helena Pereira

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Amambai celebra a Semana Municipal da Leitura com contação de histórias e a presença de escritor na escola

Em comemoração à Semana Municipal da Leitura instituída pela Lei Municipal nº 2603/2018, de autoria da então vereadora Janete Córdoba, a Escola Municipal Dr. Rachid Saldanha Derzi convidou o escritor amambaiense Rogério Fernandes Lemes para apresentar aos alunos suas obras infantis. O evento marcou o encerramento das atividades literárias e contou com a participação entusiástica de cerca de 400 crianças, que tiveram a oportunidade de se envolver com o universo imaginário do personagem Nicolas, um garotinho de cinco anos de idade que visita lugares encantados, em companhia do robô Lipe em um lindo foguete.

Durante as atividades o autor, que é o atual presidente da Academia Amambaiense de Letras compartilhou sua experiência no seu processo criativo por trás de seus três livros infantis da série “As Aventuras de Nicolas”. As obras, que encantaram o público infantil, estão distribuídas em três volumes publicados: “As aventuras de Nicolas e o robô do espaço”, 2017; “As aventuras de Nicolas e o reino das biolapas”, 2019 e, “As aventuras de Nicolas na Escola”, 2020.

Sob olhares atônitos e atentos, Rogério respondeu a perguntas sobre as histórias, especialmente a parte onde o personagem Nicolas cria uma “bola de família” com seus pais. O entusiasmo e a alegria do autor contribuíram para um ambiente de aprendizado, diversão e muitas participação dos pequenos leitores. Ao término da contação de história, as crianças puderam registrar o momento mágico com fotos e claro, uma bola de família com o autor.

A Semana Municipal da Leitura é uma iniciativa importante para motivar o hábito da leitura entre os pequenos leitores. Para Rogério, “eventos como esses no ambiente escolar são fundamentais para cultivar o amor pelos livros e estimular a criatividade das crianças”, concluiu.

Com esta ação, a Escola Municipal Dr. Rachid Saldanha Derzi reafirma seu compromisso com a educação e a cultura, ao promover experiências que enriquecem o aprendizado e formam novos leitores.

Rogério é filho de Amambai e há 20 anos reside em Dourados, onde recebeu em dezembro de 2019 o título de cidadão douradense. Atualmente conta com sete livros publicados, dentre os três de literatura infantil, os gêneros de conto, crônicas, literatura de cordel e poesia fazem parte de suas obras.






quarta-feira, 16 de outubro de 2024

PROFESSORA

Por Helena Pereira




Nas mãos trago o verbo ensinar

Teço destinos, moldo amanhãs

E em cada olhar que se perde no ar

Vejo o futuro dos tempos maçãs


Quem se doa, inteira e sem fim

Na sala com gestos para encantar

O coração, que pulsa em mim

Se faz abrigo no ato de amar


Criança/aluno que nasce e voa

Pedaço de mim, sempre a crescer

Saudade no tempo que ecoa

Amor pelo eterno aprender


Sou jornada de sorriso e de dor

Despedidas e sonhos que se vão

Ao ensinar é um mundo de cor

Do que sou, do que fui, doação


Conhecer Helena Pereira

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Força minha

Por Helena Pereira


No caminho cada passo ainda é brasa, das pedras que lançaram no meu peito

Das bocas que sussurram a desgraça, mas sigo, sem fraqueza e sem defeito

Que me invejem, que tentem me calar, eu sou feita de coragem e de chama

E quando suas sombras vêm me olhar, sou a luz que acende e inflama


Tantas vezes caí, perdi a conta, a cada queda, me ergui mais forte

A vida, em guerra me afronta, não tenho medo, enfrento até a morte

Olhares de ódio, lembro e carrego, são brilhantes ladrilhando minha estrada

Se pensam que na lama eu me entrego, não sabem que eu sou a alvorada


Cada lágrima que me fizeram verter, fez crescer a semente da vontade

Sou eu que ousa renascer, que vou além e venço a tempestade

Me derrubar? Sigam tentando, vou em frente, feita de aço e de esperançar

No mundo frio e cortante que você mente, com minha fé sei onde quero chegar


Conhecer Helena Pereira

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Alma de poeta

Por Helena Pereira

Há na alma do poeta encantamento

Donde surgem palavras em movimento

Em cada verso, um abraço, uma melodia

Traz toda a emoção que a poesia cria


Magia pura, um encanto de poder

Tudo o que toca faz florescer

E a dor que se esconde e cala

A poesia acolhe e a alma embala


Em cada verso, o bálsamo sutil

Cura as feridas, transforma o hostil

Escrita por sentimentos profundos

Desenha no papel sonhos e mundos


O poeta e sua arte, sabe bem

A cura que cada poema vem

Verso que consola e liberta

Escrita da alma que a vida reinventa


No papel, a emoção é guardada

A magia da poesia nunca esquecida

Quem escreve com amor e com verdade

Dá ao mundo um tiquinho de felicidade


(25/07/2024 — Dia Nacional do Escritor)


Conhecer Helena Pereira

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Membro da ACAL lança seu quarto livro em Campo Grande


Saiba mais sobre a autora. Clique aqui.

TRANCAS E ALDRAVIAS é o meu novo livro que nasceu inspirado em Aldravias que se aproxima da Internet. Eis aqui esse novo gênero poético, poesia minimalista, genuinamente brasileira que nasceu na Universidade de Mariana/MG e se apresenta com construção de até seis palavras-versos. Uma fonte inesgotável onde se usufrui da melhor composição poética de pequena extensão e intensa profundidade. O grande investimento desse novo gênero é no conteúdo metonímico aliado à metáfora em que é possível brincar com a liberdade de expressão.

Por que Aldravias?

Vivemos num novo mundo, o mundo da Internet onde tudo se resume em poucas e breves palavras, daí a importância de se comunicar com poucas palavras seguindo os ideais da Internet. Foi assim que após uma longa caminhada literária em prosa e poesia, me encontrei e me encantei com esse novo gênero literário, almejando que assim, com textos curtos, as pessoas poderão ler mais poesias em Aldravias.

Aldravia vem da palavra “aldrava” que designa aquela peça de ferro presa à porta que era batida para anunciar, chamar as pessoas de dentro da casa.

Profa. Iolete Moreira
Cel. 9 9983 6286

FOTOS DO LANÇAMENTO


Confrade Robaldo esteve no evento.





segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Paralaxe

Por Rogério Fernandes Lemes


O poeta colide com o tempo
Cruza os céus
E entre uma nuvem e outra
Abraça a dádiva da vida
Com todas as suas forças.
A poesia é rota de colisão
Aos despercebidos do tempo
Aos aprimorados em instantes perfeitos
Inconformados com a falta de fé
São tomados pela rítmica
E infinita sucessão de erros e acertos
Tentativas e determinâncias
Efusivos que fazem dela, a poiesis,
O processo mais criativo
Mais estrondoso a fundir-se
Com o tempo que não espera,
Não perdoa, não volta atrás...
O poeta sabe disso
E mesmo assim, paralaxia
Novas palavras, novos signos
Novos sons...
Poesia em tudo,
Para todo o sempre.

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Ir para a página de Rogério Fernandes Lemes
Cadeira nº. 1
Patrono: Antônio Delgado Martinez

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Rogério Fernandes lança livro infantil na III FELIT-MS


Dentro da programação da  III Feira da Literatura de Mato Grosso do Sul (FELIT-MS), que acontecerá no Shopping Avenida Center, em Dourados nos dias 8, 9 e 10 de novembro de 2023, o presidente da ACAL lançará na quinta-feira, ( 9) às 15h30 e às 20h, seu terceiro livro infantil da série As Aventuras de Nicolas.


SAI NA IMPRENSA



quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Sinapses da infância


O menino saiu pelo campo

Logo depois da chuva

Amava sentir a refrescância na sola dos pés

Ao pisar a grama molhada.

 

Seus olhos atentos à superfície do chão

Em busca das tenras e inigualáveis guaviras

Que explodiam no céu da sua boca

Em um misto de vislumbre e sinestesia

Do mais verdadeiro paraíso.

 

Ao percorrer toda a extensão

Sempre colidia com a casinha de palha

Sustentada por varotes de cambará

“Lenha de bugre”, sempre ouviam lhe dizer

Mas não entendia o que significava.

 

Queria adentrar ao casebre à beira do brejo

Impregnado com o cheiro da fumaça constante

Do crepitar do cambará partindo em brasas

Ansiava pelo evento que mais iguala os seres vivos:

O alimentar-se cotidianamente.

 

A iguaria era simples: mandioca cozida

Imersa em graxa quente

Assim vislumbrava o ente devorar seu café da manhã

Totalmente envolto em icônica existência.

 

O menino sempre que saia pelo campo

Logo depois da chuva, com os pés molhados

E o gosto ainda intenso, da última guavira,

Se deparava com a casinha de palha, à beira do brejo

A observar o alimentar-se do ente

Que rangia os dentes, totalmente imerso

E envolto em sua icônica existência.

terça-feira, 31 de outubro de 2023

domingo, 29 de outubro de 2023

29 de Outubro - Dia Nacional do Livro


A Academia Amambaiense de Letras parabeniza aos autores amambaienses por suas produções literárias, em especial, à Biblio Editora pelo belíssimo trabalho e parceria em publicar nossos autores.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Amambaiense lança terceiro livro infantil na III FELIT-MS em Dourados


No mês das crianças, o escritor e editor Rogério Fernandes Lemes lança o terceiro volume da série infantil “As Aventuras de Nicolas”. Autor de sete livros publicados em sua carreira literária, Rogério lança “As Aventuras de Nicolas na Escola”.

O livro traz uma novidade ao ser todo escrito em redondilhas, com 28 páginas. As ilustrações são da gaúcha Malu Eduarda Knobloch e o prefácio, da escritora Sylvia Cesco, ex-presidente da União Brasileira de Escritores, Seccional Mato Grosso do Sul. “Os versos rimados auxiliam no processo de aprendizado da criança, pois as estrofes de quatro versos não cansam a leitura, cativam e divertem os pequenos leitores”, conclui o autor.

O primeiro livro da série, “As aventuras de Nicolas e o robô do espaço” faz parte da Coletânea MS Alfabetiza, um programa de alfabetização da SED (Secretaria Estadual de Educação). Constantemente Rogério é convidado a visitar escolas públicas de Dourados para contação de histórias, onde o autor conversa com os estudantes sobre sua infância no campo, o êxodo para a cidade e sua carreira literária.
Recentemente o escritor esteve, a convite, na Escola Municipal Álvaro Brandão onde conversou com os alunos do segundo ano. Após contar a história do livro, Rogério fez sorteio dos seus livros e respondeu perguntas das crianças.

Com alunos da E.M. Álvaro Brandão, em Dourados, MS
 
O lançamento do livro “As Aventuras de Nicolas na Escola” acontecerá na III Feira da Literatura de Mato Grosso do Sul (FELIT-MS), no Shopping Avenida Center em Dourados, no dia 9 de novembro de 2023 (quinta-feira) às 15h30 e às 20h.

Interessados em adquirir o livro poderão fazê-lo pelo e-mail: biblioeditora@gmail.com ou pelo telefone (67) 99939-4746. Frete grátis para todo o Brasil.

HISTÓRIA
Rogério Fernandes Lemes é amambaiense, editor, antologista e autor de sete livros publicados. Servidor público estadual formado em Ciências Sociais, pela UFGD; com pós-graduação em Jornalismo Digital, pela Unyleya de Brasília e em Marketing Digital, pela Faculdade Metropolitana de São Paulo. É fundador e o atual Presidente da Academia Amambaiense de Letras (ACAL). Criador da Revista Criticartes, da Biblio Editora e do Jornal daBiblio. Reside em Dourados (MS) desde 2004. Em dezembro de 2019 recebeu o título de Cidadão Douradense. É o idealizador do Novo Movimento Poético de Dourados (NMPD) e membro efetivo da ADL (Academia Douradense de Letras).

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Lançamento do livro de Sady Bianchin

Nosso Membro Correspondente, pelo Rio de Janeiro, o poeta Sady Bianchin lançará em Amambai o livro Escombros do tempo, pela editora Mais Palavras.

O evento acontecerá no dia 28 de setembro, a partir da 19h30, em frente a Prefeitura de Amambai, durante o Sarau Cultural Marco Perará.



quinta-feira, 14 de setembro de 2023

MELO (dia) Pantaneira

Por Helena Pereira

De caminhos de terra e poeira

E de alma aventureira

Os segredos do vento a mil

No coração, a paixão 

O Brasil!


De um explorar destemido

Nas trilhas do desconhecido

Do motor se ouve o ronco

Na curva da estrada

A vida ganha cores

Não há jornada cansada


No Pantanal tão imenso 

A felicidade é clara

Canta o motociclista

O amor à natureza 

Em meio à flora rara


Simplicidade é bússola

O nascer do sol é o guia

A poeira é a escola

O som da moto, melodia


De coragem e sorriso

De alma e coração

A moto e o paraíso

Festejam a sua vida

Feliz aniversário irmão!


Conhecer Helena Pereira

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

ACAL esteve presente em mais um lançamento de livro em Amambai


Na noite do dia 8 de setembro de 2023, em comemoração ao aniversário de 75 anos de Amambai, a Biblio Editora e a poetisa Helena Pereira lançaram, no auditório da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, a obra literária intitulada “Amambai: tua história em versos”.

O livro é prefaciado pelo Presidente da ACAL (Academia Amambaiense de Letras), o escritor e editor Rogério Fernandes Lemes e contém vinte e cinco poemas que enaltecem o gentílico amambaiense. O posfácio foi escrito pelo escritor e vereador Odil Puques, que também é membro da ACAL.

A obra homenageia a cultura e a história do município de Amambai. A autora mirim Isadora Maria Guerini Albuquerque declamou um poema de Helena Pereira, bem como, a poetisa Helena Kolle e Edirley Viana Vieira (ACAL) declamaram mais poesias da autora.

Participaram do evento o Dr. Edinaldo Luiz de Melo Bandeira, prefeito de Amambai e homenageado no livro; o Presidente da ACAL, que destacou “a importância do livro para a literatura local, chamando-o de ‘uma grande riqueza’; enfatizou a necessidade de promover novos poetas e leitores na região, e que Amambai se destaca no ensino e na literatura e quando recebe o apoio adequado, a literatura demonstra o quanto de sensibilidade há no entendimento para uma vida melhor, mais tranquila e mais inspiradora”, afirmou. Cida Farias, vereadora que representou a presidente da Câmara Municipal, Lígia Borges, enfatizou o potencial literário de Amambai e destacou que o Legislativo está à disposição para apoiar iniciativas culturais que elevem o nome da cidade.

A autora Helena Pereira expressou sua gratidão pela oportunidade de homenagear a cidade que a acolheu e enfatizou o caráter inclusivo e acolhedor de Amambai. O lançamento de “Amambai: tua história em versos” celebrou o aniversário da cidade e deu ênfase à literatura como um instrumento efetivo para a preservação das raízes culturais dos cidadãos amambaiense.













sábado, 19 de agosto de 2023

Escritor amambaiense desenvolve projeto literário em Comodoro, Mato Grosso

 


A cidade de Comodoro, Mato Grosso, cerca de quase 600 quilômetros da capital Cuiabá viveu, na noite de ontem (18), um momento literário muito especial. Trata-se da Noite de Talentos que aconteceu nas dependências da Escola Estadual Dona Rosa Frigger Piovezan. O evento foi o desdobramento do projeto de ensino “Poemas em Sala”, da disciplina de Língua Portuguesa e conduzido pela professora Andreia Neves de Souza, com alunos das turmas B, C e D do 2º Ano e das turmas A, B e C, do 3º Ano.

A produção literária foi publicada no 6º volume da Coletânea 50 Vozes Poéticas do Brasil, pela Biblio Editora. O projeto, de âmbito nacional, foi idealizado em 2019 pelo escritor e poeta amambaiense Rogério Fernandes Lemes, presidente da ACAL (Academia Amambaiense de Letras).

Da cidade de Comodoro (MT) participam da obra 26 alunos e professores. A Noite de Talentos teve como objetivo principal o lançamento da coletânea e de seus novos poetas. A ideia é motivar e inspirar os estudantes para que coloquem no papel, de forma poética, tudo aquilo que posso angustiá-los, de forma a realizarem uma intervenção positiva, através das letras, na realidade que os cerca.

A Biblio Editora apoia projetos como os da Escola Estadual Dona Rosa Frigger Piovezan, assim como já apoiou projetos semelhantes em Saúde, na Bahia; em Guia Lopes da Laguna, Dourados e Naviraí, no Mato Grosso do Sul.

ALGUMAS FOTOS DO LANÇAMENTO










VEJA TAMBÉM

Estudantes de Guia Lopes da Laguna lançam livro de poesia pela Biblio Editora

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Dia do Poeta da Literatura de Cordel

O verdadeiro cordelista
Autoria: Rogério Fernandes Lemes

Há quem diga que o cordel
Só exista no Nordeste.
Fora desse redondel
É cópia e cabra da peste.
Que cordel é nordestino;
Só pode ser genuíno
Se for fruto do agreste.

Me vem um questionamento:
Não posso me apropriar
Deste belo ensinamento;
Dessa arte secular?
O que faz um cordelista?
Se não ser um ativista
Da cultura popular?

Porque tanto estranhamento
E egoísmo no pensar?
É por esse pensamento
Que só faz capenguear.
Mesmo longe do Nordeste
Passando pelo Sudeste,
Não paro de cordelar.

Assim como o nordestino
Eu falo do meu lugar;
Que tem rio cristalino
Onde não pode pescar.
O rio Formoso em Bonito
Reflete o céu infinito,
Que me perco só de olhar.

Que dizer de Manoel
E das coisinhas do chão?
Nós usamos o cordel
Para dar mais expressão;
Divulgar o meu Estado,
Um lugar abençoado,
Que tem Deus no coração.

Se não fosse um cordelista
Homem triste eu seria,
Ou quem sabe um repentista,
Para minha alegria.
Mas o fato é que escrevo;
O cordel é meu enlevo
Vinte e quatro horas por dia.

Certo dia eu conheci;
Já tinha ouvido falar.
Então eu não resisti
E resolvi cordelar.
Comecei quadra fazendo
Sextilha fui aprendendo,
Até a sétima chegar.

Uns diziam que besteira
O negócio de rimar.
Prefiro fazer esteira,
Pois não gosto de pensar.
Só que quando eles ouviam
Muitos deles só sorriam,
Com vontade de escutar.

Verdadeiro cordelista
Escreve aquilo que sente.
Não quer ser exclusivista
Isso o cordel não consente.
Cordel traz interações;
Aproxima regiões
E enaltece nossa gente.

Mas quem é o cordelista?
Me diga, quero saber.
Das letras é alquimista;
Não vive sem escrever.
Escreve verso com rima;
Metrifica ainda por cima,
Coisa linda de se ver.

Eu não nasci no sertão;
Não tive tal privilégio.
Mas amo de coração
E não acho um sacrilégio.
Escrever cordel eu quero;
É meu desejo sincero;
O cordel é meu colégio.

E assim sigo cordelando
Escrevendo cada verso;
Eu levo a vida cantando
No cordel eu vou imerso.
Sei que sou bom cordelista
Me sinto bem ativista,
Neste vasto universo.

Escrevi este cordel
Em forma de brincadeira;
Usei lápis e papel
Pra dizer que é besteira
Dizer que é só nordestino;
Se não for é clandestino,
Pois cordel não tem fronteira.

Cordelistas somos todos,
Do Oiapoque ao Chuí,
Deus me livre dos engodos
Que criticam por aí.
É gaúcho ou nordestino;
Homem velho ou menino;
Cordel também é daqui.

Publicado inicialmente na Revista Criticartes | 1º Trimestre de 2017 / Ano II - nº. 06