Por Helena Pereira
Conhecer Helena Pereira
Por Helena Pereira
Conhecer Helena Pereira
O lançamento oficial da Coletânea 50 Vozes Poéticas do Brasil - Volume 8 acontecerá no sábado, dia 22 de março de 2025 na Academia Douradense de Letras (ADL), em Dourados-MS a partir das 19 horas.
Para o organizador da obra, Rogério Fernandes Lemes, trata-se de uma exelente oportunidade para autores de todo o Brasil divulgarem suas produções literárias.
Da ACAL (Academia Amambaiense de Letras) participam os acadêmicos Rogério Fernandes Lemes e Edirley Viana Vieira, mais a professora Dra. Janete Rosa da Fonseca, Membro Correspondente por Aquidauana e as autoras amambaienses Helena Kolle e Helena Pereira.
LOCAL: Academia Douradense de Letras no PARQUE DOS IPÊS - Rua: João Cândido da Câmara, no Jardim Central em Dourados-MS.
Por *Christian Pissini
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| Fonte: https://t2.tudocdn.net/232981?w=824&h=494 |
Os aplicativos de mensagens instantâneas têm evoluído a cada dia, e deixado a vida, principalmente a corporativa, “mais fácil” ao ponto de vista de agilizar reuniões e conversas urgentes.
Sem dúvida, o ZapZap, como foi apelidado em nosso criativo país se tornou uma ferramenta de trabalho e até diversão para todas as idades.
Mas como tudo que é moderno e surpreende a nós os mais “antigos”, as mensagens instantâneas estão acabando com coisas que fazem muita falta na sociedade, tais como: caráter, firmeza, responsabilidade, e muitas outras.
As pessoas estão fugindo de assuntos sérios, de conversas difíceis, que exigem postura e firmeza, mandando simplesmente uma mensagem no tal aplicativo.
Ah!! Se fosse na época dos meus avós certamente muita gente estaria sendo chamada de “frouxo”.
Cadê o fio do bigode? Que em épocas atrás representava a seriedade de uma pessoa, negócios eram feitos apenas na confiança, hoje o famoso “roer a corda” está mais fácil, basta mandar uma mensagem.
Estariam as pessoas ficando sem caráter? Pensando que pode fazer o que quiser graças ao aplicativo, pois é mais fácil mandar mensagem do que olhar nos olhos?
O olho no olho que tanto representou uma conversa firme, acabou?
Pode-se dizer o que quiser via aplicativo? Amanhã a pessoa apaga a conversa e esquece?
Esquecer após apagar pode até ser uma técnica psicológica que funcione, mas não podemos esquecer que a escrita é eterna. Se não apagar lá ficará!
E para quem acha que posso estar sendo muito radical, darei exemplos, vividos por mim e por pessoas próximas...
Destituição de cargo importante incluindo outras pessoas na decisão, via mensagem instantânea. Talvez um grupo de pessoas sem coragem e sem brio para sustentar essa demissão.
Recusa de convite especial, dispensa do comparecimento através de aplicativo, sem ao menos considerar a amizade ou apreço vindos da outra parte.
Término de namoro via chamada de vídeo, essa é sensacional, após um período juntos, o namorado liga e fala que não quer mais! Porque não falou enquanto estavam juntos?
São exemplos que as personalidades ou estão mudando ou estão se expondo, qual a sua opinião?
Mensagens podem mascarar sentimentos, mas, só se escreve aquilo que se sente?
Sempre escrevo sobre acontecimentos atuais, e sobre a sociedade, por isso penso que alguns valores antigos estão se esvaindo, sumindo na areia quando a onda da modernidade passa por eles.
A tecnologia, sempre me encantou, mas ela tem tirado muito da sociedade.
Por isso que vemos hoje a dificuldade no ambiente de grandes líderes, as pessoas estão fugindo de decisões e conversas difíceis e ainda assim possuindo um ego alterado, ou seja, se acham superiores e fogem de conflitos.
Conflitos existem para fortalecer o caráter da pessoa, torna-la forte, ou voltando aos antigos deixam as pessoas com o “couro duro”, “casca dura”, como infelizmente estamos deixando de ter na sociedade.
Aceita-se tudo, de governos, de pessoas, e a vida só melhora? Será?
Quem não tem coragem e firmeza de caráter é também como diriam os antigos: “muro”, aquela pessoa que não toma partido pra lado nenhum.
Penso que essa pessoa já está sendo injusta pelo menos com o lado que está certo.
E mais uma vez voltarei a usar as palavras bíblicas para lembrar que Deus chama essas pessoas de mornas. E alerta em Apocalipse 3:16: “Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.”
Ainda bem que sou quente, e não mandei esse texto por ZapZap, mandei para um jornal de ampla circulação e como quem escreve está sempre pronto para ouvir poucos elogios e muitas críticas, estou pronto, e firmo esta posição com o fio do bigode!
* Membro da Academia Maçônica de Letras de MS, cadeira 21, Patrono Carlos de Castro Brasil
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Cadeira nº. 20:
Patrono: Algacyr Pissini
Por Helena Pereira
Que a morte não silencia um só instante!
Conhecer Helena Pereira
Em comemoração à Semana Municipal da Leitura instituída pela Lei Municipal nº 2603/2018, de autoria da então vereadora Janete Córdoba, a Escola Municipal Dr. Rachid Saldanha Derzi convidou o escritor amambaiense Rogério Fernandes Lemes para apresentar aos alunos suas obras infantis. O evento marcou o encerramento das atividades literárias e contou com a participação entusiástica de cerca de 400 crianças, que tiveram a oportunidade de se envolver com o universo imaginário do personagem Nicolas, um garotinho de cinco anos de idade que visita lugares encantados, em companhia do robô Lipe em um lindo foguete.
Durante as atividades o autor, que é o atual presidente da Academia Amambaiense de Letras compartilhou sua experiência no seu processo criativo por trás de seus três livros infantis da série “As Aventuras de Nicolas”. As obras, que encantaram o público infantil, estão distribuídas em três volumes publicados: “As aventuras de Nicolas e o robô do espaço”, 2017; “As aventuras de Nicolas e o reino das biolapas”, 2019 e, “As aventuras de Nicolas na Escola”, 2020.
Sob olhares atônitos e atentos, Rogério respondeu a perguntas sobre as histórias, especialmente a parte onde o personagem Nicolas cria uma “bola de família” com seus pais. O entusiasmo e a alegria do autor contribuíram para um ambiente de aprendizado, diversão e muitas participação dos pequenos leitores. Ao término da contação de história, as crianças puderam registrar o momento mágico com fotos e claro, uma bola de família com o autor.
A Semana Municipal da Leitura é uma iniciativa importante para motivar o hábito da leitura entre os pequenos leitores. Para Rogério, “eventos como esses no ambiente escolar são fundamentais para cultivar o amor pelos livros e estimular a criatividade das crianças”, concluiu.
Com esta ação, a Escola Municipal Dr. Rachid Saldanha Derzi reafirma seu compromisso com a educação e a cultura, ao promover experiências que enriquecem o aprendizado e formam novos leitores.
Rogério é filho de Amambai e há 20 anos reside em Dourados, onde recebeu em dezembro de 2019 o título de cidadão douradense. Atualmente conta com sete livros publicados, dentre os três de literatura infantil, os gêneros de conto, crônicas, literatura de cordel e poesia fazem parte de suas obras.
Por Helena Pereira
Nas mãos trago o verbo ensinar
Teço destinos, moldo amanhãs
E em cada olhar que se perde no ar
Vejo o futuro dos tempos maçãs
Quem se doa, inteira e sem fim
Na sala com gestos para encantar
O coração, que pulsa em mim
Se faz abrigo no ato de amar
Criança/aluno que nasce e voa
Pedaço de mim, sempre a crescer
Saudade no tempo que ecoa
Amor pelo eterno aprender
Sou jornada de sorriso e de dor
Despedidas e sonhos que se vão
Ao ensinar é um mundo de cor
Do que sou, do que fui, doação
Conhecer Helena Pereira
Por Helena Pereira
Das bocas que sussurram a desgraça, mas sigo, sem fraqueza e sem defeito
Que me invejem, que tentem me calar, eu sou feita de coragem e de chama
E quando suas sombras vêm me olhar, sou a luz que acende e inflama
Tantas vezes caí, perdi a conta, a cada queda, me ergui mais forte
A vida, em guerra me afronta, não tenho medo, enfrento até a morte
Olhares de ódio, lembro e carrego, são brilhantes ladrilhando minha estrada
Se pensam que na lama eu me entrego, não sabem que eu sou a alvorada
Cada lágrima que me fizeram verter, fez crescer a semente da vontade
Sou eu que ousa renascer, que vou além e venço a tempestade
Me derrubar? Sigam tentando, vou em frente, feita de aço e de esperançar
No mundo frio e cortante que você mente, com minha fé sei onde quero chegar
Conhecer Helena Pereira
Por Helena Pereira
Há na alma do poeta encantamento
Donde surgem palavras em movimento
Em cada verso, um abraço, uma melodia
Traz toda a emoção que a poesia cria
Magia pura, um encanto de poder
Tudo o que toca faz florescer
E a dor que se esconde e cala
A poesia acolhe e a alma embala
Em cada verso, o bálsamo sutil
Cura as feridas, transforma o hostil
Escrita por sentimentos profundos
Desenha no papel sonhos e mundos
O poeta e sua arte, sabe bem
A cura que cada poema vem
Verso que consola e liberta
Escrita da alma que a vida reinventa
No papel, a emoção é guardada
A magia da poesia nunca esquecida
Quem escreve com amor e com verdade
Dá ao mundo um tiquinho de felicidade
(25/07/2024 — Dia Nacional do Escritor)
Conhecer Helena Pereira
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| Confrade Robaldo esteve no evento. |
O menino saiu pelo campo
Logo depois da chuva
Amava sentir a refrescância na sola dos pés
Ao pisar a grama molhada.
Seus olhos atentos à superfície do chão
Em busca das tenras e inigualáveis guaviras
Que explodiam no céu da sua boca
Em um misto de vislumbre e sinestesia
Do mais verdadeiro paraíso.
Ao percorrer toda a extensão
Sempre colidia com a casinha de palha
Sustentada por varotes de cambará
“Lenha de bugre”, sempre ouviam lhe dizer
Mas não entendia o que significava.
Queria adentrar ao casebre à beira do brejo
Impregnado com o cheiro da fumaça constante
Do crepitar do cambará partindo em brasas
Ansiava pelo evento que mais iguala os seres vivos:
O alimentar-se cotidianamente.
A iguaria era simples: mandioca cozida
Imersa em graxa quente
Assim vislumbrava o ente devorar seu café da manhã
Totalmente envolto em icônica existência.
O menino sempre que saia pelo campo
Logo depois da chuva, com os pés molhados
E o gosto ainda intenso, da última guavira,
Se deparava com a casinha de palha, à beira do brejo
A observar o alimentar-se do ente
Que rangia os dentes, totalmente imerso
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| Com alunos da E.M. Álvaro Brandão, em Dourados, MS |
Nosso Membro Correspondente, pelo Rio de Janeiro, o poeta Sady Bianchin lançará em Amambai o livro Escombros do tempo, pela editora Mais Palavras.
O evento acontecerá no dia 28 de setembro, a partir da 19h30, em frente a Prefeitura de Amambai, durante o Sarau Cultural Marco Perará.
Por Helena Pereira
De caminhos de terra e poeira
E de alma aventureira
Os segredos do vento a mil
No coração, a paixão
O Brasil!
De um explorar destemido
Nas trilhas do desconhecido
Do motor se ouve o ronco
Na curva da estrada
A vida ganha cores
Não há jornada cansada
No Pantanal tão imenso
A felicidade é clara
Canta o motociclista
O amor à natureza
Em meio à flora rara
Simplicidade é bússola
O nascer do sol é o guia
A poeira é a escola
O som da moto, melodia
De coragem e sorriso
De alma e coração
A moto e o paraíso
Festejam a sua vida
Feliz aniversário irmão!
Conhecer Helena Pereira
A produção literária foi publicada no 6º volume da Coletânea 50 Vozes Poéticas do Brasil, pela Biblio Editora. O projeto, de âmbito nacional, foi idealizado em 2019 pelo escritor e poeta amambaiense Rogério Fernandes Lemes, presidente da ACAL (Academia Amambaiense de Letras).
Da cidade de Comodoro (MT) participam da obra 26 alunos e professores. A Noite de Talentos teve como objetivo principal o lançamento da coletânea e de seus novos poetas. A ideia é motivar e inspirar os estudantes para que coloquem no papel, de forma poética, tudo aquilo que posso angustiá-los, de forma a realizarem uma intervenção positiva, através das letras, na realidade que os cerca.
A Biblio Editora apoia projetos como os da Escola Estadual Dona Rosa Frigger Piovezan, assim como já apoiou projetos semelhantes em Saúde, na Bahia; em Guia Lopes da Laguna, Dourados e Naviraí, no Mato Grosso do Sul.
ALGUMAS FOTOS DO LANÇAMENTO
Estudantes de Guia Lopes da Laguna lançam livro de poesia pela Biblio Editora
O verdadeiro cordelista
Autoria: Rogério Fernandes Lemes
Há quem diga que o cordel
Só exista no Nordeste.
Fora desse redondel
É cópia e cabra da peste.
Que cordel é nordestino;
Só pode ser genuíno
Se for fruto do agreste.
Me vem um questionamento:
Não posso me apropriar
Deste belo ensinamento;
Dessa arte secular?
O que faz um cordelista?
Se não ser um ativista
Da cultura popular?
Porque tanto estranhamento
E egoísmo no pensar?
É por esse pensamento
Que só faz capenguear.
Mesmo longe do Nordeste
Passando pelo Sudeste,
Não paro de cordelar.
Assim como o nordestino
Eu falo do meu lugar;
Que tem rio cristalino
Onde não pode pescar.
O rio Formoso em Bonito
Reflete o céu infinito,
Que me perco só de olhar.
Que dizer de Manoel
E das coisinhas do chão?
Nós usamos o cordel
Para dar mais expressão;
Divulgar o meu Estado,
Um lugar abençoado,
Que tem Deus no coração.
Se não fosse um cordelista
Homem triste eu seria,
Ou quem sabe um repentista,
Para minha alegria.
Mas o fato é que escrevo;
O cordel é meu enlevo
Vinte e quatro horas por dia.
Certo dia eu conheci;
Já tinha ouvido falar.
Então eu não resisti
E resolvi cordelar.
Comecei quadra fazendo
Sextilha fui aprendendo,
Até a sétima chegar.
Uns diziam que besteira
O negócio de rimar.
Prefiro fazer esteira,
Pois não gosto de pensar.
Só que quando eles ouviam
Muitos deles só sorriam,
Com vontade de escutar.
Verdadeiro cordelista
Escreve aquilo que sente.
Não quer ser exclusivista
Isso o cordel não consente.
Cordel traz interações;
Aproxima regiões
E enaltece nossa gente.
Mas quem é o cordelista?
Me diga, quero saber.
Das letras é alquimista;
Não vive sem escrever.
Escreve verso com rima;
Metrifica ainda por cima,
Coisa linda de se ver.
Eu não nasci no sertão;
Não tive tal privilégio.
Mas amo de coração
E não acho um sacrilégio.
Escrever cordel eu quero;
É meu desejo sincero;
O cordel é meu colégio.
E assim sigo cordelando
Escrevendo cada verso;
Eu levo a vida cantando
No cordel eu vou imerso.
Sei que sou bom cordelista
Me sinto bem ativista,
Neste vasto universo.
Escrevi este cordel
Em forma de brincadeira;
Usei lápis e papel
Pra dizer que é besteira
Dizer que é só nordestino;
Se não for é clandestino,
Pois cordel não tem fronteira.
Cordelistas somos todos,
Do Oiapoque ao Chuí,
Deus me livre dos engodos
Que criticam por aí.
É gaúcho ou nordestino;
Homem velho ou menino;
Cordel também é daqui.
Publicado inicialmente na Revista Criticartes | 1º Trimestre de 2017 / Ano II - nº. 06